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Dra. Mildred Mc.Traldi
Dra. Mildred

Especialista em pediatria e especialização em Hematologia Pediátrica pela FMUSP
Membro da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM)
Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)
Pediatra e Diretora da Neoclínica Guarujá
Fone: (13) 3355-3416
Email: neoclinica.mildred@gmail.com

Artigos
  1. Meu filho não dorme
  2. Educação com Disciplina
  3. De que vacina você precisa
  4. Para seu filho comer bem a vida toda
  5. Cuidado com as dicas “infalíveis” sobre alimentação
  6. Meu filho recusa comer tudo o que preparo para ele
  7. Injeção não é castigo

 

Meu filho não dorme

Uma mãe com olhar cansado, olheiras profundas e a beira de um ataque de nervos. Aquele bebê sorridente e angelical no colo. A história e quase sempre a mesma. Mama e logo adormece. É colocado no berço e dorme por duas ou três horas, aí então começa o martírio. Acorda, chora intensamente, e em geral, é levado ao peito para mamar. Dorme e parece que está tudo resolvido, mas quando é colocado no berço, recomeça a chorar, mais um pouco de peito, ou mamadeira e nada. Chora. Será que está molhado? Sequinho, fralda nova. Será cólica? É embalado e parando imediatamente de chorar e adormece. Colocado cuidadosamente no berço, e volta a chorar. Passeios pelo quarto no colo, embalos pra cá, embalos pra lá. E assim vai a madrugada, até que a mãe esgotada o coloca em sua cama e todos dormirão sossegadamente, mas desconfortavelmente. Talvez o papai vá para a sala ou para o outro quarto, afinal “ele vai trabalhar”, explicam.

Essa rotina, geralmente prolonga-se por meses a fio. Frequentemente a mãe ficará com essa tarefa. Mães inexperientes, por vezes ansiosas para acolherem o recém-nascido em sua fragilidade, no momento inicial de sua vida.

É preciso mostrar a esse bebê que o mundo não é tão perigoso e mau assim. Deve-se atendê-lo no seu choro e intranquilidade e apaziguá-lo por alguns momentos e depois recolocá-lo no berço mesmo que chore por alguns minutos. Talvez seja necessário retornar para acalmá-lo por uma ou duas vezes, conversando e tocando nele com suavidade durante alguns segundos, sem levá-lo ao colo, com isso ele perceberá que seus pais estão por perto e se acalmará. Tirá-lo do berço ou levá-lo para cama do casal só gerará mais insegurança e um mau hábito, além de distorcer a seu comportamento “chore que mamãe te virá buscar e levar para cama dela”. É essa a mensagem que ele captará.

É uma execelente oportunidade para a participação do pai. Poderá mostrar desde cedo que é atuante,que acolhe e protege seu filho, além de proporcionarà sua companheira momentos de maior conforto dividindo essa tarefa.Mostrará , com isso , que esta casa já tem regras, que ele será bem cuidado e atendido, mas que todos tem direito a um soninho repousante porque no outro dia “sobra trabalho para todo mundo”.

Quando essa atitudes educacionais não forem eficazes, é aconselhável procurar o médico neurologista para maiores esclarecimentos e orientação. Em casos extremados temos a polissonografia (eletroencefalograma realizado com a criança dormindo durante o período noturno) e em alguns casos o uso temporário de medicamentos específicos poderá ser necessário para que se obtenha a regularização do sono.


Educação com disciplina

  Educar é difícil e exige muita “energia” dos pais. Os padrões de educação sofreram grandes mudanças nos últimos anos. Saber o que é certo ou errado é algo que se aprende através de exemplos, pois em se tratando de educação, os exemplos funcionam mais do que as palavras. As atitudes de respeito ao próximo, honestidade e civilidade são coisas importantes para dar à criança noções do que ela pode fazer e também de respeito por coisas dela e dos outros.
      É importante que os pais sejam seguros, amorosos e principalmente firmes em suas atitudes. Eles devem usar sua autoridade, mas sem confundi-la com rudeza ou estupidez. A agressão física gera humilhação e revolta, por outro lado, os pais agressores sentem-se culpados por perderem o controle da situação e agredirem seus filhos. Estes sentimentos desagradáveis, por vezes, levam os pais a permitirem coisas que outrora proibiram ou condenaram, deixando a criança confusa e insegura e isto irão gerar mais conflitos e agressões.
      O casal deve formar um “time”. Nenhum dos dois deve se acomodar no papel de “bonzinho” para não passar por “chato” ou “bravo”; ou simplesmente deixar  a responsabilidade de educar para o outro. Educar implica em fazer aquilo que é necessário e isto  nem sempre é mais fácil ou agradável.
 Não existe receita para se educar as crianças, mas com certeza o amor, a compreensão e o respeito são ingredientes essenciais.                                                                               
 

De que vacina você precisa

Sua rotina e até sua profissão determinam um calendário de vacinação sob medida para você. Descobrir qual é o seu e zelar para que ele esteja sempre em dia – acredite, pode salvar sua vida.

Vírus e bactérias que causam doenças graves e muitas vezes fatais se comportam como balas perdidas. Eles passeiam livres pelo ar e de uma hora para outra, ressurgem. Não há motivos para pânico quando o organismo lança mão de escudos. As doenças infecciosas e que são preveníveis, só encontram terreno fértil quando se está em falta com a caderneta de vacinação. O que infelizmente não é difícil. No Brasil, o problema parece ser falta de informação. Todo brasileiro sabe que crianças precisam de vacinas, mas muitos ignoram que adultos também não podem abrir mão delas. Gente de qualquer idade, desprotegida, é capaz de detonar contaminações com efeito cascata.   

Nem sempre a população é informada sobre a importância das vacinas; daí o alto índice de infecções graves (tétano, meningite, hepatite A e até catapora). Para evitar a ameaça basta se vacinar.

 A maioria destas vacinas é feita em apenas uma dose, o que confere uma proteção duradoura, como por exemplo, a vacina contra o tétano feita de 10 em 10 anos. Saiba que nosso país é um dos campeões em incidência de tétano no mundo!

As crianças recebem um grande número de vacinas na rede pública, mas algumas vacinas não são oferecidas gratuitamente e é preciso complementar o calendário vacinal da criança, como por exemplo, a vacina contra meningite meningocócica, catapora, pneumocócica, hepatite A, etc. Muitos acreditam que a vacina contra a catapora está incluída no calendário “do posto”, mas não está. O mesmo ocorre com a vacina contra Hepatite A, no posto temos apenas a vacina contra Hepatite B.

A falta de informação é tanta que a maioria das pessoas acha que vacina contra gripe deve ser aplicada apenas nos idosos – lamentável! A vacina contra gripe pode ser aplicada desde o 6º mês de vida. O que ocorre, é que o idoso por apresentar seu sistema imunológico mais enfraquecido pode apresentar complicações mais graves quando contraem essa doença (como pneumonias) e por essas complicações e pelo risco de morte é que o governo liberou a vacinação apenas para os idosos, mas os bebês, crianças e adultos não estão livres de adquirirem a doença.  O único modo de evitá-la é se vacinando.

Há também as vacinas que são indicadas de acordo com a atividade profissional da pessoa.  Indivíduos que trabalham no setor alimentício (restaurantes, açougues e afins) devem obrigatoriamente ser imunizados contra a hepatite A. Os policiais, militares, bombeiros, professores, veterinários, manicures, pedicuros, profissionais da aviação, entre outros, devem seguir um calendário de vacinação próprio para sua atividade.  Reflita sobre os riscos de doença que sua profissão pode lhe causar e com isto os riscos que seus familiares correm também.

Evitar uma doença pode representar não só a melhor qualidade de vida física e emocional, mas também financeira.  De que vacina você e seus familiares precisam?   


Para seu filho comer bem a vida toda.

Nunca se falou tanto em alimentação infantil. Vivemos uma epidemia de notícias que tentam, sempre, buscar explicações para a criança que não come, para a que está obesa ou para a que não gosta de legumes e verduras. O desafio, sempre, é descobrir como fazer ou tornar a alimentação do seu filho ainda mais saudável e melhor. O que os cientistas vêm descobrindo é que o foco das pesquisas não deve se restringir à criança, apenas, mas também à mãe. Não, você não entendeu errado. Os avanços na medicina mostram que o primeiro passo para cuidar da alimentação do seu filho começa na gestação.

“A gravidez é um momento de ensinar muitas coisas ao bebê”, ou seja, aquilo que independe da sua herança genética.

É sabido que, pelo líquido amniótico, o feto consegue sentir sabores e odores do que você come. As novas pesquisas mostram a influência que isso tem sobre o paladar da criança. Estudos compararam o comportamento de dois grupos de gestantes. O primeiro tomou suco de cenoura por toda a gravidez. O segundo bebia água. Quando os bebês nasceram, eles foram estudá-los. Os filhos das que tomaram suco comiam mais cereal com cenoura.

Com tanta preocupação, soa estranho os estudos também revelarem que hoje as crianças com menos de 1 ano comem doces, lasanhas prontas e outros produtos industrializados. Vamos selecionar dez passos do que fazer ou não no primeiro ano e muitas idéias e soluções criativas para a alimentação dar certo desde o começo.

1. Comece na gravidez

Inúmeras pesquisas mostram o impacto da sua alimentação no crescimento e desenvolvimento do seu bebê. Uma boa notícia é que os médicos afirmam que as grávidas tendem a aceitar mais facilmente mudanças no cardápio. Um estudo recente, feito na Nova Zelândia com 3.500 gestantes, mostrou que as que consumiam pelo menos três porções de verduras, legumes e frutas por dia tinham 50% menos chance de ter um bebê com peso abaixo do esperado.

• Fique longe dos alimentos industrializados ou fast-food. Essas refeições prontas têm altas quantidades de sódio para garantir a conservação por mais tempo. Como a gestante tende a reter mais líquidos naturalmente, o consumo excessivo de sal pode levar à pré-eclâmpsia, com aumento da pressão arterial.

• Novos estudos mostram a importância do consumo de ovo. Ele é rico em um nutriente chamado colina, que ajuda no desenvolvimento do cérebro do bebê. Fale com seu médico mas, em geral, você pode consumir até três unidades por semana.

• Salmão e outros peixes de água fria, como bacalhau e cação, são ricos em ômega 3. Coma pelo menos três vezes na semana e, de preferência, assado – e não frito.

• Alguns alimentos que você nem imagina são muito importantes. O brócolis é fonte de folato, uma substância que previne a malformação do tubo neural e do sistema cardiovascular do bebê (e ainda diminui a terrível sensação de enjoo). A couve é fonte de cálcio, que colabora no desenvolvimento ósseo do feto.

2. Capriche na receita

Para ser perfeita e ter todos os nutrientes que seu bebê precisa, a papa precisa ter quatro ingredientes básicos, sempre: uma fonte de carboidrato (arroz, macarrão, batata, mandioca etc.), uma de proteína (carne bovina, aves, ovo, peixe etc.) e pelo menos uma de legumes e uma de verdura.

• As leguminosas, como o feijão e a lentilha, são ricas em ferro (protege contra a anemia) e fibra (ajuda o intestino a funcionar).

• Prefira fazer os legumes no vapor. Eles ficam mais firmes, preservam mais sua cor e nutrientes, além de apresentarem mais sabor.

• Amasse os alimentos com um garfo. Deixe pedacinhos também para estimular a mastigação.

• Varie sempre os ingredientes. Por exemplo: o chuchu pode estar na salada, refogado, no vapor, em purê, com alguma carne, em tortas, em cubinhos etc.

3. Cuide do tempero

Papinha de criança tem que ser gostosa, sim. Se você provou e não gostou, acredite, a comida também não vai animar seu filho.

• Temperos estão liberados: cebola, alho e ervas verdes, como salsinha, cebolinha, coentro.

• Até a salada pode fugir do tradicional vinagre, com sal e azeite. Você pode usar: limão, erva-doce fresca e sal batidos no liquidificador e coados; caldo de maracujá, cheiro-verde, mel e uma pitada de sal; cenoura, cheiro- verde, vinagre e orégano liquidificados; vinagre, azeite, sal, folhas de manjericão e damascos secos batidos no liquidificador

4. Nunca desista dos legumes

Não, fruta não substitui os legumes. Cada tipo de alimento é fonte de um determinado nutriente. Em outras palavras, verduras e legumes se complementam. As frutas têm mais vitamina C. Já a fibra solúvel, que aumenta o poder de saciedade e ajuda a impedir a absorção de glicose e gordura em excesso, está presente na cenoura, e assim por diante.

Veja algumas dicas da nutricionista Elaine de Pádua para seu filho comer mais legumes e verduras: ponha cenoura, beterraba e até couve na massa da panqueca; em tortas, experimente colocar escarola ou almeirão; misture legumes variados na carne moída; prepare purê de mandioquinha e abóbora.

5. Não aceite o primeiro não

É provável que toda vez que seu filho provar um novo alimento faça careta e até cuspa. Isso não significa que ele não gostou. Estudos mostram que você deve oferecer o mesmo alimento pelo menos 12 vezes antes que ele entre para a lista do que seu filho não gosta.

• O disfarce de um alimento é aceitável desde que o mesmo seja oferecido em sua forma natural. Tudo bem picar aqueles legumes que ele não come e cozinhar junto com o arroz, mas ele também precisa aparecer no prato do seu filho de forma mais visível.

• Crie a “hora da mordida”. Na casa da nutricionista Claudia Lobo funciona assim: sempre que tem algum alimento novo, todos têm que dar uma mordidinha nele para experimentar. Seu filho vai ficar com vontade de brincar também!

6. Aprenda a substituir alguns alimentos

Tudo bem se seu filho não come cenoura, mas adora beterraba, que tem nutrientes semelhantes. Você tem que insistir para saber o que ele gosta de verdade, mas algumas escolhas fazem parte da formação do paladar dele. Veja aqui outras trocas possíveis:

• Almeirão, couve-manteiga, escarola, espinafre ou chicória: são ricos em cálcio, magnésio, ácido fólico e fibras.

• Tomate e couve-flor: ricos em vitamina C.

• Pêssego, nectarina e mamão: fonte de betacaroteno e fibras.

7. Prepare-se para resolver problemas

Não comece achando que tudo vai dar certo na primeira tentativa. As dificuldades fazem parte desse processo de aprenzidado.

• Cuide da ansiedade. Sua expectativa pode ser maior que a fome do seu filho, e você nem imagina o quanto pode se decepcionar com uma careta depois do trabalho que você teve para fazer uma papinha.

• Comprar quilos e mais quilos de legumes e verduras de uma só vez é um erro: seu filho não vai comer como um adulto. Talvez você precisa comprar apenas mais uma ou duas unidades de cada legume. As frutas, sim, vão ser em maior quantidade.

• Desligue a televisão e deixe os brinquedos e livros afastados. Eles desviam a atenção da comida.

• Se for usar sal, ponha sempre pequenas quantidades. Esse condimento em excesso pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

• Vete a presença de industrializados. Não tenha dúvida que seu filho vai aceitar bolachas, gelatinas etc. A questão é que, além do açúcar, não recomendado nessa fase, esses produtos são pobres em nutrientes e contêm corantes e conservantes, além de gorduras que fazem mal à saúde. Os embutidos, como salsicha, linguiça e bacon, também não devem ser oferecidos.

• Se tirar a carne bovina da papa, é preciso repor a quantidade de ferro que seu filho não vai consumir. Uma alternativa são as verduras de folha verde-escura. De qualquer maneira, converse com o pediatra.

8. Evite o açúcar

É desnecessário adoçar suco, leite ou a papa de frutas. A criança não tem o costume anterior, então, não vai sentir falta se você nunca usar (nem ninguém da família). Em festas de aniversário, nada de docinhos nem refrigerante para o bebê. O açúcar contribui para a obesidade: esse excesso de calorias é depositado no corpo em forma de gordura.

• Não use o doce como recompensa. Uma rotina organizada é que vai fazer a diferença.

• A primeira fruta que seu filho vai provar não precisa ser na forma de suco. A nova recomendação tem um motivo: quando você bate, fibras e nutrientes são perdidos. Comece pela papa de uma fruta naturalmente doce, como a banana. Por isso não substitua todas as frutas que ele precisa comer por dia por sucos. Atenção: batida ou não, precisa ser consumida em até 30 minutos para não perder os nutrientes.

9. Deixe a criatividade rolar solta

Com as informações básicas em mãos do que seu filho precisa comer, você pode usar a imaginação para fazer novos preparos e combinações.

• Faça pasta de ricota com vegetais picados em pedaços bem pequenos e ofereça com bolachas salgadas no lanche da manhã ou da tarde.

• Prepare misturas inusitadas. Cozinhe legumes junto com o feijão, coloque farelo de aveia no purê, couve-flor no arroz e misture purê de abóbora com o de batata.

• Ele não gosta muito de salada? Misture os ingredientes com legumes cozidos ou coloque alface picada e cenoura ralada na papinha.

• Para comer com as mãos: cenoura cortada em palito, batata-doce em rodela, talo do brócolis cozido com um pouco de azeite ou o bulbo da erva-doce.

• Você conhece a farinha de banana verde? Ela ajuda no funcionamento do intestino e pode ser usada junto com a de trigo. Na receita, use metade de cada tipo.

• Em vez de colocar uma xícara de óleo na massa da torta, ponha apenas metade e acrescente duas colheres de sopa de linhaça, rica em gordura poli-insaturada. Essa gordura é importante para o desenvolvimento da criança, e ajuda a diminuir o colesterol no sangue.

10. Acerte no leite

O ideal é que você amamente exclusivamente por seis meses. Depois, intercale as refeições com o aleitamento materno. Se for introduzir um novo leite, decida com o pediatra qual é o melhor. O leite é rico em cálcio, que auxilia no crescimento e desenvolvimento dos ossos e dentes, e de proteínas.

• Preste atenção no consumo. É importante você dar na quantidade certa para não faltar nenhum nutriente para o seu filho – nem exagerar e ele tomar apenas leite e não se alimentar direito. De 7 meses a 2 anos, são três a quatro porções de 120 ml; de 2 a 3, são cinco de 120 ml; de 4 a 6 são quatro de 180 ml (essa recomendação inclui leite e derivados). Introduza, aos poucos, derivados que são ricos em cálcio, como queijo e iogurte natural. Se o seu filho recusar o leite, eles servem como substitutos.

• As fórmulas podem ser servidas na temperatura ambiente. Já o leite materno armazenado tem que ser aquecido antes porque a geladeira é uma fonte de contaminação, e o aquecimento mata os microorganismos que se proliferam ali.

Texto baseado no artigo da Revista Crescer de março de 2011- Ed Globo


Cuidado com as dicas “infalíveis” sobre alimentação...

Todo mundo tem uma dica infalível sobre alimentação para passar adiante. Mas, será que todas são confiáveis e ainda valem?

• DAR COMIDA NA BOCA ATÉ DEPOIS DOS 2 ANOS DE IDADE?
Esqueça. Desde sempre deixe seu filho experimentar, pegar nos alimentos, fazer sujeira. Isso ajuda no desenvolvimento motor e psicológico dele.

• ALGUMAS FRUTAS, COMO MELANCIA E MANGA, NÃO DEVEM SER DADAS À NOITE?
É mito. Todas as frutas são digeridas facilmente e estão liberadas para consumo a qualquer hora do dia.

• O PRATO TEM QUE FICAR LIMPO, MESMO QUE SEJA PRECISO FORÇAR UM POUCO?
Forçar a comida? Nem pensar! Seu filho precisa comer bem e na quantidade certa, o que não significa que ele precisa raspar o prato.

• TUDO BEM DAR LEITE DE VACA INTEGRAL NO PRIMEIRO ANO PORQUE É NATURAL?
Não deve dar. O ideal é oferecer o leite materno e, na falta dele, as fórmulas infantis.

• CRIANÇA NÃO PODE COMER NENHUMA FRUTA COM CASCA ATÉ 1 ANO?
Vale para as frutas com casca mais dura, como a maçã, e todas as que fazem barulho quando você morde.

• NUGGETS É MELHOR QUE ATUM ENLATADO?
Prefira o atum. Os nuggets têm menos proteínas.

• QUANDO SEU FILHO NÃO QUISER COMER, NÃO INSISTA: DÊ UMA MAMADEIRA DE LEITE?
Não pode. Espere um pouco e sirva a refeição novamente.

Texto baseando no artigo “se conselho fosse bom...” – Revista Crescer – março 2011



Meu filho recusa comer tudo o que preparo para ele...

Estratégias para ele comer bem:

1. COMECE COM O QUE ELE GOSTA

A partir de 2 ou 3 anos as recusas são mais frequentes, e o “eu não quero” vira hit nas refeições. Esse comportamento é normal, mas deve ser considerado como parte de um processo de aprendizagem, e não algo que vá determinar o paladar dele. Então, comece pelo o que seu filho mais gosta, nem que essa lista tenha apenas sete alimentos. Monte o prato, por exemplo, com cenoura ralada, arroz e frango, e ponha na mesa uma outra verdura ou legume, como a beterraba. Dali a três dias, misture à cenoura um pouco de beterraba. Progressivamente, você acrescenta um novo alimento.

2. ESTABELEÇA UMA ROTINA

Não, a idéia não é burocratizar as refeições. Mas ter horários ajuda por muitos motivos. Evita que seu filho passe o dia todo beliscando, elem de que, isso favorece a obesidade. Você também consegue se organizar para sair mais cedo do trabalho um dia e chegar a tempo de jantar com ele. Se você não tem uma pessoa que ajuda na cozinha, adiante alguns preparos no fim de semana, como limpar e cortar folhas e legumes. Mesmo que você decida fazer um lanche rápido para o jantar durante a semana, vai ter à mão esses alimentos saudáveis prontos para o consumo.

3. TENTE NOVAS COMBINAÇÕES

Variedade é a palavra da vez. Isso significa nem servir a mesma coisa no almoço e no jantar nem fazer pratos mais elaborados. Se seu filho adora suco de banana, por que não misturar um pedaço de mamão na hora de bater? Para colorir o arroz, cozinhe-o com beterraba ou abobrinha. O filé de frango do almoço pode ser servido desfiado com milho e chuchu no jantar.

4. DEIXE FRUTAS À MÃO

Fique na altura do seu filho e veja se você consegue pegar as frutas que estão guardadas. Se não alcançar, ou mude a fruteira de lugar ou deixe algumas unidades em um lugar de fácil acesso. Ver todos os dias desperta o interesse.

5. EXPLORE A CURIOSIDADE DELE

Toda criança é um pouco curiosa e gosta de experiências. Essa é uma ótima fase para usar isso a seu favor. Combinem de comprar uma fruta nova por semana e experimentá-la de vários jeitos: suco, cortadinha, com outra fruta, no forno etc.

6. INSPIRE-SE NOS DESENHOS

Diga que o personagem preferido do seu filho adora comer frutas, legumes, vegetais e por isso que brinca muito. Nos EUA, a série infantil Vila Sésamo ganhou no fim de 2010 novos personagens, os “superalimentos”. Os desenhos vão mostrar a importância de comprar alimentos saudáveis e de fazer refeições em família.

7. CONVIDE-O PARA AJUDAR

Por que as pessoas gostam tanto de programas de culinária? Porque servem como inspiração. E para seu filho ficar mais inspirado, nada melhor que você seja “o chef”. Chame-o para fazer compras, mesmo que você encomende pelo site. Peça ajuda para preparar a comida e para montar uma horta.

8. PREPARE REFEIÇÕES ESPECIAIS

Que tal um jantar de gala? Ou um café da manhã no quintal de casa ou no playground do prédio? Quebrar a rotina pode funcionar como um estímulo também.

9. EXPLIQUE OS BENEFÍCIOS

Diga claramente: laranja ajuda a não ficar gripado, banana evita dores nas pernas, mamão facilita o cocô sair sem doer o bumbum, cenoura ajuda a enxergar bem, abóbora faz os cabelos ficarem brilhantes etc.

10. RESISTA ÀS TENTAÇÕES

Espere ele dormir para abrir um pacote de bolacha recheada ou então tome refrigerante na rua. Se nesse processo ele ver você comendo “o que não deve”, vai ser mais difícil fazer com que ele adquira novos hábitos.

Texto baseado no artigo “Nada parece Funcionar” - Revista Crescer – março 2011-Ed Globo



Injeção não é castigo

Todas as pessoas que trabalham, principalmente na área da saúde, já tiveram a oportunidade de ouvir esta frase:” Se você não se comportar, o médico vai te dar uma injeção!”. Acreditem ou não isto é muito doloroso de se ouvir. Na verdade isto representa uma agulhada na mente da criança, trazendo conseqüências desastrosas para o resto da vida dela. Todos conhecem a expressão de horror nos olhos das crianças, quando chegam ao consultório médico ou odontológico.

Nada pode ser mais cruel e prejudicial para formação do ser humano do que ensinar-lhe a temer. Isto faz parte de uma cultura em que a punição era regra, época que não devemos voltar jamais. É necessário que os pais, tios ou avós deixem de utilizar está frase infeliz e tomem uma atitude inteligente e de bom senso a este respeito.

A injeção é uma das mais valiosas conquistas da medicina, é um recurso milagroso e, por vezes inacreditável, devida sua eficiência. Quantas vidas já foram salvas por causa de uma injeção? Quantas doenças já foram evitadas por uma injeção? É um pouco dolorosa, incomoda, exige algum sacrifício, mas vem para o bem do ser humano. “Chateia” muito, mas resolve e cura. Só por isso, se justifica que este problema deva ser levado mais a sério.

Fica este alerta! Tomem uma injeção de ânimo e vamos tratar os assuntos de saúde com muito cuidado; todos temos um compromisso com a Humanidade.

Texto redigido por Dra Mildred Mc. Traldi